segunda-feira, março 26, 2007

You'll Never Walk Alone

Folhas e mais folhas amassadas e rasgadas, revelando o meu desnorte sem saber o que vou escrever, sabendo que é impiedoso que o faça.

Não escreverei sobre ti, não quero, porque não faz mais sentido. Foi difícil perceber, afinal a vida é feita no hoje e no amanhã se ele chegar. O que passou, deverá permanecer em nós como lições do bom e mau que possamos ter feito.

Passado todo este tempo, depois da tua ausência, ainda não sei que parte de ti devo esquecer ou o que permanecerá. Vou acreditando que de ti nada restará, porque o tempo é capaz de levar para bem longe o que outrora nos trouxe para bem perto. Assim como foi capaz de trazer-te por inteira até mim, peço-lhe todos os dias que te leve de mim para bem longe e sei que me tem ouvido, por muito lentamente que o faça. A minha vida não tem permitido que faça a devida escolha, mas creio que não é importante que o faça, assim como a tua não existência seja importante.

Tento escrever algo que demonstre que ainda estou vivo, ainda existo, já que os meus passos não têm ficado marcados neste chão que percorro. Olho para o amanhã que vai chegando, não trazendo com ele na sua bagagem algo que se vislumbre positivo, uma lufada de ar fresco nesta vida tristonha e sem sentido. As forças dentro de mim, perdem-se como grãos de areia entre os dedos, deixando-me desnudo num temporal que se abateu sobre mim e no qual, não me encontrava prevenido para o enfrentar.

Caminho por dentro da tempestade que prevalece já alguns longos meses. Simplesmente me lembro da seguinte expressão: “You’ll Never Walk Alone”, ergo a cabeça e não tendo medo do escuro, fico com a esperança que no final dela, estará um céu dourado à minha espera. Caminho sobre o vento, caminho sobre a chuva e os meus sonhos vão de novo renascendo, com a esperança no meu coração.

Caminharei, caminharei, mas nunca andarei sozinho, eu nunca andarei sozinho.

quarta-feira, março 21, 2007

Depois que eu aceitei ainda gostar de ti....

Um acontecimento desagradável, mudou totalmente a minha vida. Fez dela, um mar de lamúrias e lamentos. Mesmo tentando retomá-la, não da mesma forma, afinal, a vida continuava e isso ainda de alguma forma estava preso em mim. Lutei, ninguém pode dizer que não lutei. Chorei, como se tivesse perdido um brinquedo. Mas ao sofrer, fui aprendendo a amadurecer, até que cresci, não fisicamente, mas no meu interior.
A minha vida deu uma volta de cento e oitenta graus, tudo, simplesmente tudo, mudou. Hoje eu sei que para melhor, mas até então, ainda não a aceitava dessa forma. Relutava contra esses novos dias, essas novas aparências, e essa nova forma de ver as mesmas coisas, inclusive, o amor. Comecei a reparar em mim e achar engraçado o modo como ainda me lembrava do passado, mesmo depois de tudo o que aconteceu. Não acreditava como eu podia ter sido tão… feliz com a minha infelicidade. Ainda sentia saudades daquele tempo. Sentia, sim. Mesmo que o negasse para todos. Não queria que percebessem que o meu passado ainda me atormentava, não depois de tanto tempo.
Arranjei novas maneiras de viver, pessoas novas que me fizessem experimentar, enfim, novas emoções. Aproveitei cada minuto do tempo que perdi outrora. Mas ainda assim, dentro de mim, queria que o tempo voltasse. Comecei a aceitar a minha condição de luta remota sem desfecho algum. Comecei a aceitar que novas pessoas entrassem no meu círculo de amizades e até, involuntariamente, no meu coração. Dei uma oportunidade ao tempo e ele não me decepcionou. Mostrou-me inclusive, que não precisava do passado para seguir em frente, confiante e sem medo de ser feliz. Mostrou-me a vida, sendo vivida intensamente. Mostrou-me que tudo que acontece connosco, tem um motivo para acontecer.
Eu julgava-me feliz. Mas aprendi que felicidade nem sempre é dar e nunca receber. E sim, que felicidade deve ser algo além da reciprocidade, na mesma intensidade mesmo que de formas diferentes. É sentir-me firme perante as decisões, mesmo sabendo que existe alguém que me apoia, e não ri das minhas intenções. Que não me critica por tudo, mas apoia-me, mesmo ao achar que não está, de facto, coerente com o que deve ser feito. Até mesmo na felicidade, deve haver companheirismo. Aprendi que com os nossos erros, podemos aprender a ser mais humanos e que nada acontece por acaso.
Dei-me conta de que o mundo não era cruel, e nem a vida ser injusta. Aceitei novas ideologias, novas crenças, novos amores. Mas acima de tudo, depois que aceitei ainda gostar de ti, esqueci-te. Esquecendo-te, pude ver tudo, com outros olhos. Olhos não mais cinzentos, e sim transparentes. Olhos que a minha alma, até hoje, não compreende. E esquecendo-te, foi mais fácil entender o grande motivo da vida. Que ser feliz, não pode ser um sentimento egoísta. Que ser feliz, é fazer feliz os outros também.
Depois que aceitei ainda gostar de ti, aprendi a gostar de outra pessoa, não com a mesma intensidade, e sim, maior. Depois que aceitei ainda gostar de ti, percebi que não gostava de ti. É estranho, eu sei. Mas quando aceitei isso, aceitei também que posso ser feliz sem ti. E se assim posso, compreendo que não gosto. Se te quero ver feliz, isso é apenas pelo carinho que por ti, já senti, pelas nossas lembranças chorei. E que pela recordação, aprendi que agora, nada mais importa. O que eu pensava que seria felicidade, amor, nada mais era do que um mundo ilusório, onde tu, me obrigaste a viver. Acostumei-me aos teus beijos, aos teus abraços, e até à tua forma rude de me tratar com frieza, nem ouvir-te dizer as coisas que sempre sonhei ouvir. Confesso que quando tudo acabou, pensei não ser capaz de pensar nestas verdades. Alegro-me que a vida me tenha dado essa oportunidade de reconhecer os meus humildes erros. Com eles aprendi, e aceito o que sou. Não tenho mais vergonha de dizer o que penso, o que sonho, o que quero, o que sou. A vida deu-me outra oportunidade, e retribuo-lhe sendo, verdadeiramente, feliz.

sexta-feira, março 16, 2007

A mentira do vosso amor...

A mentira do vosso amor
Está na fonética da própria palavra que tu banalizas diáriamente
Eu nunca amei com o vosso amor
Eu sempre dixei o bater do meu coração compassar os meus movimentos
Eles chamam-me de sonhador
Porque eu trago comigo os vossos sonhos para os realizar antes que o sol se aposente
Eu apenas quero o calor
Do teu abraço quando a vitória chegar e nos deixar seguir em frente
Não é amor esse amor que me entregas timidamente
Não é amor esse sorriso que nasce hipócritamente
Não é amor esse amor que fazes selvaticamente
Porque o amanhecer vos deixará mais diferentes e indiferentes
O amor vem da agonia dessa mulher que te venera
E vem da melodia, da balada mais sincera
O amor vem desse Inverno que te oferece a Primavera
O amor vem desse amor que ainda te espera...

sexta-feira, março 09, 2007

Sorrir Para A Vida

Se não sabem, eu sou como vocês. Eu sinto-me como vocês, e não posso fugir desta dura e cruel realidade. Eu digo isto, porque todos nós temos falhas e erros incalculáveis. Quando nós não temos como corrigir o que fizemos sem consciência da consequência, saímos à procura de alguma coisa para substituir o que perdemos, e quando realmente achamos, nos intimidamos pela falta de coragem de nos abrir para quem tanto admiramos, gostamos e amamos de verdade.

Eu sou como vocês, porque ás vezes não sinto vontade de fazer nada para mudar o meu mundo. Eu não tenho prazer de voltar para casa como noutros tempos, não sinto gosto de viver, por mais que lute contra este estigma da dor, da angústia e do sofrimento.

Se eu fosse a confessar as lágrimas que derramei para entender a força do golpe do destino, diria apenas que essas lágrimas dariam para serem transformadas em grandes rios de lamentações, de punições, de incompreensão e injúrias. Das lágrimas que hoje deixei de derramar, restaram apenas a grande decadência e as doces lembranças de momentos de felicidade de um passado recente e bem vivo nas minhas memórias.

Mesmo assim, eu desejo, eu sonho. Mesmo assim, estou a resistir a tudo para poder tirar algumas lições, e aprender um pouco mais com as minhas derrotas para dar o mínimo de felicidade para aqueles que não tiveram culpa de estar no meio de tanta desavença, no meio de tantos conflitos e no meio de uma guerra que não faz parte dos seus mundos.


Dedicado a menina_isa

domingo, março 04, 2007

Um Sonho

Quem eu sou? Sou aquele que te ama e tu não sabes, sou aquele que te deseja boa noite antes de dormir, sou aquele que dava a vida por ti, e também o teu eterno admirador.

Quem sou eu? Sou aquele que olha para ti de uma forma diferente e tu não notas, aquele que se derrete ao ver-te passar, aquele que admira muito, e também o teu eterno admirador.

Quem sou eu? Sou aquele que quando sente o teu cheiro, quer que esse momento pare, aquele que te vê andar e diz que não há andar mais lindo, aquele que te vê abraçar e também sonha com um abraço teu, e também o teu eterno admirador.

Quem tu és? Tu és o sol, o ar, o chão, o tecto, a água, a comida, a bebida, as palavras, o medo, a alegria, a vontade, a força, o desejo e o sonho, um sonho meu, mas não passas de um sonho.

Quem tu és? És a mulher que eu sempre quis para mim, a companheira, a confidente, a amante e a amiga, mas queria muito mais, queria ao teu lado acordar, ao teu lado deitar e amar, transpirar nos teus braços, sentir o teu calor e amar, queria beijar-te, descobrir-te, sentir todas as curvas, sentir-te num só, eu e tu, mas tudo não passa de um sonho.

Tu és o meu sonho, o meu sonho!
Amanhã começa uma nova semana e espero ver-te para que esta comece bem...