Entre Quatro Paredes
Todo o homem tem a sua reserva sentimental. Saber usá-la é basicamente uma regra de sobrevivência. Ainda que reinem impérios de sentimentos ineptos, o homem precisa de alguém cuja sensibilidade e carinho possibilite-lhe a transformação de espírito rústico em lapidado, pelo coração. Nada contra os fãs da solidão. A vida, porém, a dois, deveria ser saudável de corpo e mente.
Desconheço algum homem que não tenha amado uma mulher, ou mesmo desses amores proibidos, como dizem. Não creio em amores proibidos. Amor é o oposto, é liberdade, não falsidade ou vício. Já virou mania o radar sentimental falhar, quando insiste em detectar a pessoa “errada”, que o pobre coração, cego, alerta a mente de que aquela é certa, e tu queres apropriar-te, como um invasor em terras alheias. Se tu queres um par assim, que sejas paciente, e acredites no tempo, não abuses do que tens. Podes ficar sem ninguém. Olha que selectividade não significa bom gosto ou bom senso, arte ou dinheiro, onde todos olham para cima, namoram figuras que nem sequer conhecem, e as arrematam sem esperar o som do martelo. Depois, penduram-nas na parede da sala para terceiros contemplarem e, ali permanecem, sem valor nem companhia, apenas para outras quatro paredes.
Muitos ameaçam a própria vida porque penetram nos caminhos tortuosos, fios sensíveis do coração, querem multiplicar problemas mais que a própria solução. Quando estamos em quatro paredes com uma mulher tudo o que mais queremos é vê-la “nua”, como diz um amigo, é sentir o seu cheiro, é admirar as suas formas, é ouvir a sua voz. Existem as divisões de problemas, de finanças, de direitos e deveres, mas e daí? Depois das confissões e de uma noite de prazer muitas coisas voltam à forma gravitacional de ser e tu pões os pés no chão.
Homens e mulheres têm procurado dormir mais cedo para contemplar os seus sonhos, que vêm recheados de belas princesas e príncipes encantados, realizações financeiras, ou seja, os olhos materiais falam mais que a própria vontade de alcançar o verdadeiro amor. Geralmente a vida urbana é como uma vi trine de jóias raras fabricadas por alguém que nem sequer usa bijutarias, porque também é um sonhador. Muitas histórias são escritas em novelas e romances, onde tu encaixas-te perfeitamente naquilo que é escrito, vivido, e que o autor, que não é Deus, modifica tudo e faz o que bem entende. Tu esperas um desfecho feliz e a ficção dá-te recursos para mudar. Então sorris ou choras, pelas palavras escritas, que se transformam em actuações e estrelado. Personagens da vida real falam de uma vida terrena melhor, de direito em ser feliz, de amar, mesmo a partir do seu estado humilde de assalariado ou desempregado, ou tens assistido ao luxo e lixo juntos? Se ninguém é de ninguém, que o amor seja para todos.
Muitas histórias de amor nascem da simplicidade, do companheirismo, da cumplicidade. Não é fácil amar homens e mulheres falidos, mas pergunta a um deles se lhe valem falidos fiéis ou ricaços snobes e traidores? Há os que resistem, pelo dinheiro, outros que preferem, em quatro paredes, planejar, namorar, beijar e esquecer as coisinhas insignificantes, que todos podem viver muito bem sem elas.
Desconheço algum homem que não tenha amado uma mulher, ou mesmo desses amores proibidos, como dizem. Não creio em amores proibidos. Amor é o oposto, é liberdade, não falsidade ou vício. Já virou mania o radar sentimental falhar, quando insiste em detectar a pessoa “errada”, que o pobre coração, cego, alerta a mente de que aquela é certa, e tu queres apropriar-te, como um invasor em terras alheias. Se tu queres um par assim, que sejas paciente, e acredites no tempo, não abuses do que tens. Podes ficar sem ninguém. Olha que selectividade não significa bom gosto ou bom senso, arte ou dinheiro, onde todos olham para cima, namoram figuras que nem sequer conhecem, e as arrematam sem esperar o som do martelo. Depois, penduram-nas na parede da sala para terceiros contemplarem e, ali permanecem, sem valor nem companhia, apenas para outras quatro paredes.
Muitos ameaçam a própria vida porque penetram nos caminhos tortuosos, fios sensíveis do coração, querem multiplicar problemas mais que a própria solução. Quando estamos em quatro paredes com uma mulher tudo o que mais queremos é vê-la “nua”, como diz um amigo, é sentir o seu cheiro, é admirar as suas formas, é ouvir a sua voz. Existem as divisões de problemas, de finanças, de direitos e deveres, mas e daí? Depois das confissões e de uma noite de prazer muitas coisas voltam à forma gravitacional de ser e tu pões os pés no chão.
Homens e mulheres têm procurado dormir mais cedo para contemplar os seus sonhos, que vêm recheados de belas princesas e príncipes encantados, realizações financeiras, ou seja, os olhos materiais falam mais que a própria vontade de alcançar o verdadeiro amor. Geralmente a vida urbana é como uma vi trine de jóias raras fabricadas por alguém que nem sequer usa bijutarias, porque também é um sonhador. Muitas histórias são escritas em novelas e romances, onde tu encaixas-te perfeitamente naquilo que é escrito, vivido, e que o autor, que não é Deus, modifica tudo e faz o que bem entende. Tu esperas um desfecho feliz e a ficção dá-te recursos para mudar. Então sorris ou choras, pelas palavras escritas, que se transformam em actuações e estrelado. Personagens da vida real falam de uma vida terrena melhor, de direito em ser feliz, de amar, mesmo a partir do seu estado humilde de assalariado ou desempregado, ou tens assistido ao luxo e lixo juntos? Se ninguém é de ninguém, que o amor seja para todos.
Muitas histórias de amor nascem da simplicidade, do companheirismo, da cumplicidade. Não é fácil amar homens e mulheres falidos, mas pergunta a um deles se lhe valem falidos fiéis ou ricaços snobes e traidores? Há os que resistem, pelo dinheiro, outros que preferem, em quatro paredes, planejar, namorar, beijar e esquecer as coisinhas insignificantes, que todos podem viver muito bem sem elas.

1 Comments:
really, there are no words.
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